Palestra Tudo em nome da juquira abordagem

Palestra do escritor Edvan Brandão

ABORDAGEM TEMÁTICA DO ROMANCE TUDO EM NOME DA JUQUIRA

Com abordagens voltadas para as implicações da política, a incompetência e desonestidade dos políticos corruptos e ladrões, as quadrilhas da bandidagem dos sem-terra.

O autor EDVAN BRANDÃO desenvolve uma palestra calcada em sua adequação sustentada pelo romance TUDO EM NOME DA JUQUIRA o que lhe confere respaldo para abordar temas dos mais diversos, pois o romance é o retrato de um mundo que aparentemente seria impenetrável, e ele vai desvendando-o paulatinamente com o conhecimento de quem pode e sabe o que está debulhando folha por folha, sem que lhe escape um nada de sua aguçada percepção.



O elo perceptível da essência de uma obra incomparável em todos os sentidos, é que o autoriza a executar a abordagem de diversos assuntos, e entre eles (alguns de domínio quase que exclusivo do autor, pois só TUDO EM NOME DA JUQUIRA teve a coragem de destrinchar o indestrinçável) o movimento dos sem-terra ganha leitura própria, e aponta o marco do último dos coronéis de um jeito especialíssimo que não é visto em nenhuma outra obra. E mais:

TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS NESTA PALESTRA VOLTADA PARA A POLÍTICA:

— A política interiorana formatada em todo o seu bojo, para ser apreciada pelos que se dizem visionários ou não;

— A indústria da Grilagem que cavalga o interior amazônico montado nos lombos dos cartorários, verdadeiros fabricantes de escrituras públicas falsas que titulam áreas ilegais de aproximadamente a metade de toda a extensão da Amazônia. Até então, a primeira obra que ousou apontar o dedo para os verdadeiros grileiros de terras na Amazônia Legal: os cartorários! Depois o que se falou, e ainda se fala foi e será apenas depois.

— A corrupção pública em todas as esferas dos poderes de gestão do dinheiro público, e dos que se revestem da obrigação de proteger o povo que eles achincalham: os tribunais como um todo;

— A ditadura militar é apresentada no formato em que ela aconteceu, com vários ângulos existenciais que foram expostos para a sociedade e outros que permaneceram nos bastidores, os dois formatos da ditadura se fizeram sentir (às vezes suportáveis e outras vezes não), em cada um dos interlocutores que extrapolaram no momento de decidir o que era certo e o que era errado, deixaram que a emoção os guiasse.

— Os bastidores da igreja cheia de interesses escusos, dirigidas por padres empresários ricos e desfrutadores de regalias idênticas às dos políticos que precisaram submeter-se a vontade do povo. Os padres só precisaram financiar as campanhas de todos os candidatos, e depois ficar do lado do vencedor, com a cara mais descarada que o dinheiro ilícito permite.

— A política do descaso com as crianças menores moradoras de rua, entregues à própria sorte. Disponibilizadas para compra e venda de acordo com a necessidade do comprador.